Aniversário
Como posso esquecer o dia 1º de novembro de 2011. Uma mulher de Maceió tenta vender seu filho para comprar drogas. Crack possivelmente. Por não conseguir, abandona o rebento. No mesmo dia e na mesma Maceió, capital das Alagoas, meu primo é encontrado morto no banheiro de sua casa após suicidar-se. Ah, também é meu aniversário, pois estou escrevendo essa coluna hoje. Dia primeiro de novembro de 2011. Mas que agora, passado o feriado de finados, já é sexta-feira, dia 4 de fevereiro.
Que vida maluca é essa onde a gente não conhece a angústia alheia?
Não consigo deixar de lembrar o cara bacana que esse meninão era. Conhecia desde menino e não pude vê-lo chegar nem aos 25. Uma lembrança terna e eterna de sua visita à república UAI, onde morei, após cruzar o litoral brasileiro de carro com um amigo. “Doidera” doida essa da vida da gente querer mudar o que já foi e sentir a garganta entalada com aquilo que nos deixa impotente. Como a gente querer que a pessoa peça por ajuda, sabe? Pra, quem sabe, mudar a vida da pessoa, porque acho que é esse o objetivo maior. O bem maior. O todo como o elo de tudo. A evolução de tudo ao mesmo tempo agora!
“Vem vamos embora, que esperar não é saber!” Vou tomar umas e celebrar a vida! Comemorar mais um ano nessa terra maluca que nos coloca em situações pitorescas e absurdas.
Hoje também tive que enviar uma crítica pra faculdade sobre um curta muito louco que recomendo a todos: Uma história Severina, Dirigido por Eliane Brum e Débora Diniz, o curta metragem está na internet e vale muito a pena ver, coincidentemente, questiona a vida, suas formas e dilemas.
A gente começa a se perguntar sobre o direito da vida que até o estado quer deter. Difícil digerir esse misto de tristeza e felicidade por não entender, às vezes, ou quase sempre, essa vida confusa e maluca que nos ensina a cada segundo. A cada respirar. A cada amanhecer...
Difícil entender o valor que a vida tem perdido...
Liberte seus ouvidos!
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