Vereadores questionam Festival da Vida e pedem maior aproximação com a Igreja Católica

Mariana,
06 de Maio de 2015

A provação do projeto que visa repassar verba para o Festival da Vida de 2015, assim como características do evento, causou discórdia na Câmara dos vereadores de Mariana, o que não impedirá a realização da festa, mas não garante apoio unânime da Casa.

O projeto de lei 16/2015, de autoria do Executivo Municipal, visa autorizar a contribuição no valor de R$250 mil à Associação de Cultura Livre (ACL) para as despesas da 12ª edição do Festival da Vida de Mariana. Embora não seja a primeira edição do evento, nesse ano, os vereadores da cidade salientaram seus descontentamentos e posicionamentos sobre alguns aspectos da festividade.

Um dos parlamentares que contribuiu para a discussão sobre a contribuição foi Geraldo Sales, o Bambu, que já havia pedido vistas do projeto na semana anterior. Para ele e outros vereadores, seria bom se a Igreja Católica voltasse a participar da formatação e organização do evento, como aconteceram em anos anteriores. “A Igreja não participa como deveria. O evento é importante, inclusive para trazer turistas, mas precisamos mudar sua concepção”, ressaltou o edil, que também questionou algumas informações da planilha de orçamento da festa e destacou que a Casa de Leis tem 45 dias para avaliar os projetos que chegam do Executivo, e por isso há necessidade de que eles sejam entregues com antecedência ao Legislativo, o que não ocorreu nesse caso.

Outros vereadores também salientaram seus posicionamentos favoráveis a reaproximação do Festival da Vida com a Igreja Católica, e até mesmo destacaram, como por exemplo o parlamentar José Jarbas que, no próximo ano, sem apoio da igreja não votará favorável à concessão da verba. O também vereador Bruno Mól propôs um convite a Arquidiocese de Mariana e Secretaria de Turismo para debater a participação da instituição religiosa no evento. Alguns párocos de Mariana enviaram semanas atrás um ofício à Câmara Municipal esclarecendo, e ressaltando, que a instituição não tem vínculo com a organização da festividade.

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