“Águas Fontes de Vida – Inventário de fontes de água”

Ouro Preto,
26 de Março de 2015

Grande projeto com exposição fotográfica, concurso de redação e oficinas ressaltam a importância da água para os ouro-pretanos e o município

Conhecer a origem das águas que atravessam Ouro Preto é um privilégio e uma ótima oportunidade para entender o histórico da cidade no cuidado com o consumo e o tratamento de água.

O projeto “Águas Fontes de Vida - Inventário de fontes de água” traz um estudo detalhado sobre as fontes da água e suas características específicas na cidade. Serão realizadas oficinas direcionadas à comunidade sobre a conscientização do uso de água, concurso de redação para alunos do 6º ao 9º ano e exposição fotográfica.

Com iniciativa do editor Paulo Lemos, da Editora Graphar, o projeto teve duração de dois anos em pesquisas de campo com alunos dos cursos de Geologia e Engenharia Ambiental da UFOP. Um grande levantamento de dados foi elaborado com documentação fotográfica e dados históricos que estabeleciam conexões com as fontes de água, chafarizes e cachoeiras da cidade. “Quando nós fizemos este levantamento via satélite percebemos que seria muito interessante ir a campo e fotografar estas fontes. Depois de discutirmos a ideia, acabou fluindo a proposta do livro”, conta Paulo Lemos.

A composição do livro “Água fontes de vida – Inventário de fontes de água” teve contribuição de professores da UFOP que escreveram sobre diferentes aspectos da água como, por exemplo, as características das bacias hidrográficas da região, as relações da comunidade com o uso da água, o uso da água na mineração. Além disso, o livro mostra aspectos sobre as fontes de água que podem ser perigosos e nocivos à saúde e curiosidades sobre o poder da água em toda sua extensão.

Foi realizado o levantamento de 69 fontes do município e 50 delas estão documentadas no livro. Através das pesquisas realizadas foi verificado que Ouro Preto tem uma das mais antigas e bem estruturadas legislações sobre o uso de água no país. De acordo com dados da pesquisa, no início de Vila Rica, a quantidade de pessoas na cidade teve grande aumento resultando em um conflito pelo consumo de água para fins domésticos e para os fins de mineração. O impulsor do projeto literário, Paulo Lemos, ressalta que “foi necessário separar e ordenar os usos antigamente. Por isso Ouro Preto tem tantos chafarizes; pois foram destinados como fonte de água exclusiva para a população”. A exposição de fotografias está aberta para visitação na FIEMG até o dia 23 de março, quando também ocorrem a premiação do concurso de redação e o lançamento oficial do Livro.

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