É hora de celebrar a vida e renovar as esperanças
Mauro Werkema
Fim de ano é tempo de celebrações. O Natal, com suas várias simbologias, é momento de reencontro, de confraternização, de renovação e de novas esperanças. E, sobretudo, de celebração da vida. À mesa, para a ceia natalina, sentam-se homens e mulheres e trocam presentes, em gesto de homenagem, de reconhecimento e de reafirmação de sua boa vontade. Irmanados nesta celebração, animados pela Boa Nova, representada pelo simbolismo da notícia do nascimento de Cristo, o Messias Salvador, que anuncia um novo mundo e nos lembra o milagre da vida e faz renascer as esperanças de um novo mundo, melhor e mais justo. Completa-se o ciclo de celebrações com a chegada do Ano Novo, recebido com alegria pois é chegado um novo tempo, marco para a busca de novas realizações e conquistas.
É tempo também de reflexão sobre o mundo, sobre a vida de todos e de cada um, sobre a diversidade e as diferenças. Donde estamos vindo e para onde vamos? Como foi o ano findo? Dificuldades e percalços existem, são naturais na vida coletiva e nas imperfeições humanas. Mas o maior simbolismo, o exemplo mais gratificante de todas as celebrações é estímulo ao renascer do “sentimento de boa vontade”, inerente ao Natal e ao Ano Novo, pelo qual homens e mulheres irmanam-se no reconhecimento de que o diálogo, a cooperação e a solidariedade, o amor, são cada vez mais essenciais à construção de um mundo melhor. Somos lembrados de que há de se manter coração e mente abertos às diferenças, à superação solidária das dificuldades.
É tempo de reflexão e de releituras, imprescindíveis à visão de novos caminhos, sem perder o contato com as realidades. A passagem do ano nos convida a pensar no fantástico ciclo da vida, passado e futuro, na sucessão de fatos e de pessoas, na inexorável passagem do tempo que tudo vai mudando, em processo que vai se acelerando extraordinariamente nesta nossa época, com um mundo cada vez mais único, universalizado, eletronicamente ligado, em que a ciência a cada dia aumenta nosso conhecimento na dupla direção do macro e do micro. É tempo de valorização do patrimônio espiritual em contraposição à civilização material, do acúmulo de riquezas e do poder desatento ao bem comum.
Ao desejar a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo reafirmamos nosso sentimento de “boa vontade”, de solidário desejo de felicidade aos parentes e amigos, parceiros neste mundo e nesta caminhada, contemporâneos neste nosso tempo. Que todos ergam sua Arvore de Natal, símbolo da renovação da vida, montem o presépio, que nos lembra a humildade da mangedoura, que despreza a arrogância e as vaidades, que presenteiem para saudar o amor aos próximos. E que juntos, na ceia, no alimento comum disposto na mesa única, celebrem a vida, o grande dom de todos nós.
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