As muitas incertezas e mudanças de 2012
Mauro Werkema
O que podemos esperar de 2012? Aproximam-se os dias finais de 2011 e muitas são as incógnitas sobre o próximo ano. E são expectativas próximas de todos nós, neste mundo cada vez mais unificado, com ocorrências globalizadas. A crise financeira, que se agrava na Europa, nos atingirá em que proporções? A que ponto irá o declínio da velha e aristocrática Europa? O crescimento brasileiro, que atingiu 7% ano passado, conseguirá manter os 3,5% anunciados? A inflação ficará na discutida meta de 6,5%? O emprego, que é pleno no Brasil, com a taxa de 6%, manterá este índice, que distingue o País em todo mundo? E o governo da presidente Dilma vai mudar ainda quantos ministros, sob o impacto de denúncias de desvio de dinheiro público? E a estagnação econômica de Minas, envolta em precariedade financeira que asfixia e paralisa as atividades públicas? E as eleições municipais, o que trarão de efetivas mudanças para cidades da Região dos Inconfidentes, como Mariana, Ouro Preto e Itabirito?
Mundo em mudança acelerada, nos surpreendendo a cada dia com inovações, especialmente no campo da tecnologia instrumental eletrônica, estamos cada vez mais interligados. A questão ambiental é única para todos. Igualmente a questão financeira. As epidemias são hoje universais neste mundo de crescente comunicabilidade. É cada vez mais clara a necessidade de uma governança internacional, idéia ainda utópica e algo romântica, mas já discutida nos simpósios multinacionais. Será possível uma nova ordem financeira internacional menos voltada para o lucro dos bancos e banqueiros e mais voltada para criar empregos e produzir riquezas? E o nosso Brasil, quem diria, pode ser a quinta economia do mundo. E pode também reduzir extraordinariamente seus desníveis de renda, hoje ainda com muitos poucos muito ricos e ainda muitos pobres, por processo pacífico, sem revolução?
Mas e a política e os políticos? Será que a legislação da “ficha limpa”, hoje uma aspiração nacional, será adotada pelo Supremo Tribunal já para as eleições de 2012, retrocedendo ao passado dos candidatos? E se firmará como princípio forte, a ponto de mudar condutas, limites éticos e impor seriedade e responsabilidade à classe política brasileira, hoje desviada de seus propósitos e finalidades? E qual será o efeito da consciência moral já nas eleições de 2012, com a escolha de prefeitos e vereadores “ficha limpa”? E estes novos representantes públicos terão efetivos compromissos com os interesses da sociedade, com as transformações necessárias, deixando de pensar em sí próprios? E as questões regionais, como uma melhor retribuição aos municípios mineradores através dos royalties pagos pelas mineradoras, cada vez mais ricas? E a Rodovia dos Inconfidentes, terá alguma melhoria para enfrentar o tráfego a cada dia mais intenso e perigoso?
São indagações, cada vez mais próximas e mais prementes para todos nós. E que precisam ser feitas e repetidas. Avança velozmente o tempo. Muitos são os ajustes a serem feitos em tempos de mudanças rápidas, em processo autônomo. Se não feitas, com a ousadia necessária, será também rápida a desatualização e a desadaptação. A formidável e ampliada circulação de informações traz a cada um de nós uma nova visão do mundo. E desperta para uma ampliada consciência da ordem política, econômica e social. As pressões sociais, que começam a ganhar as ruas, que enchem de protestos os canais eletrônicos, vão se ampliar. Donde as mudanças precisam vir.
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